Lei Ordinária 1860/2007

Tipo: Lei Ordinária
Ano: 2007
Data da Publicação: 05/10/2007

EMENTA

  • DÁ NOVA REDAÇÃO À LEI Nº 1.159/95 DE 18 DE DEZEMBRO DE 1995, QUE “DISPÕE SOBRE A INSTITUIÇÃO DO FUNDO MUNICIPAL DE HABITAÇÃO DO MUNICÍPIO DE TURVO, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS”.

Integra da Norma

                                               LEI Nº 1.860/2007, de 05 de Outubro de 2007.

 

 

 

DÁ NOVA REDAÇÃO À LEI Nº 1.159/95 DE 18 DE DEZEMBRO DE 1995, QUE “DISPÕE SOBRE A INSTITUIÇÃO DO FUNDO MUNICIPAL DE HABITAÇÃO DO MUNICÍPIO DE TURVO, E DÁ  OUTRAS PROVIDÊNCIAS”.

 

 

O Prefeito Municipal de Turvo, Estado de Santa Catarina. Faço saber a todos os habitantes do município, que a Câmara de Vereadores aprovou e eu sanciono a seguinte Lei:

 

 

                                               Art. 1º – A Lei nº 1.159/95 de 18 de dezembro de 1995 passa a vigorar com a seguinte redação:

 

                                               “Art. 1º – Fica instituído o Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social – FMHIS, de natureza contábil, com o objetivo de centralizar e gerenciar recursos orçamentários para os programas destinados a implementar políticas habitacionais direcionadas à população de menor renda.

 

                                               Parágrafo único – O Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social ficará vinculado diretamente a Secretaria Municipal de Saúde e Assistência Social.

 

                                               Art. 2º – O FMHIS é constituído por:

                                               I – recursos orçamentários do município destinados a este fim;

                                               II – outros fundos ou programas que vierem a ser incorporados ao FMHIS;

                                               III – recursos provenientes de empréstimos externos e internos para programas de habitação;

                                               IV – contribuições e doações de pessoas físicas ou jurídicas, entidades e organismos de cooperação nacionais ou internacionais;

                                               V – receitas operacionais e patrimoniais de operações realizadas com recursos do FMHIS;

                                               VI – outros recursos que lhe vierem a ser destinados.

 

                                               Art. 3º – As aplicações dos recursos do FMHIS serão destinadas a ações vinculadas aos programas de habitação de interesse social que contemplem:

                                               I – aquisição, construção, conclusão, melhoria, reforma, locação social e arrendamento de unidades habitacionais em áreas urbanas e rurais;

                                               II – produção de lotes urbanizados para fins habitacionais;

                                               III – urbanização, produção de equipamentos comunitários, regularização fundiária e urbanística de áreas caracterizadas de interesse social;

                                               IV – implantação de saneamento básico, infra-estrutura e equipamentos urbanos, complementares aos programas habitacionais de interesse social;

                                               V – aquisição de materiais para construção, ampliação e reforma de moradias;

                                               VI – recuperação ou produção de imóveis em áreas encortiçadas ou deterioradas, centrais ou periféricas, para fins habitacionais de interesse social;

                                               VII – outros programas e intervenções na forma aprovada pelo Conselho-Gestor do FMHIS.

 

                                               Parágrafo único – Será admitido a aquisição de terrenos vinculada à implantação de projetos habitacionais.

 

                                               Art. 4º – O Fundo Municipal de Habitação será administrado por um Conselho Gestor, órgão deliberativo, normativo, consultivo e fiscalizador, que terá competência de:

                                               I – estabelecer diretrizes e fixar critérios para a priorização de linhas de ação, alocação de recursos do FMHIS e atendimento dos beneficiários dos programas habitacionais, observados o disposto nesta Lei, a política e o plano municipal de habitação;

                                               II – aprovar orçamentos e planos de aplicação e metas anuais e plurianuais dos recursos do FMHIS;

                                               III – fixar critérios para a priorização de linhas de ações;

                                               IV – deliberar sobre as contas do FMHIS;

                                               V – dirimir dúvidas quanto à aplicação das normas regulamentares, aplicáveis ao FMHIS, nas matérias de sua competência;

                                               VI – aprovar seu regimento interno.

 

                                               § 1º – As diretrizes e critérios previstos no inciso I do caput deste artigo deverão observar ainda as normas emanadas do Conselho Gestor do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social, de que trata a Lei Federal nº 11.124, de 16 de junho de 2005, nos casos em que o FMHIS vier a receber recursos federais.

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                                               § 2º – O Conselho Gestor do FMHIS promoverá ampla publicidade das formas e critérios de acesso aos programas, das modalidades de acesso à moradia, das metas anuais de atendimento habitacional, dos recursos previstos e aplicados, identificados pelas fontes de origem, das áreas objeto de intervenção, dos números e valores dos benefícios e dos financiamentos e subsídios concedidos, de modo a permitir o acompanhamento e fiscalização pela sociedade.

 

                                               § 3º – O Conselho Gestor do FMHIS promoverá audiências públicas e conferências, representativas dos segmentos sociais existentes, para debater e avaliar critérios de alocação de recursos e programas habitacionais existentes.

 

                                               Art. 5º – O Conselho Gestor terá a seguinte composição:

 

                                               I – o Secretário Municipal de Saúde e Assistência Social;

                                               II – o Secretário Municipal de Administração e Finanças;

                                               III – 1 (um) representante da Secretaria Municipal de Transportes, Obras e Serviços Públicos;

                                               IV – 1 (um) representante da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente;

                                               V – 1 (um) representante da Câmara Municipal de Vereadores de Turvo;

                                               VI – 1 (um) representante do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Turvo;

                                               VII – 1 (um) representante da ACIVA;

                                               VIII – 1 (um) representante da CDL;

                                               IX – 1 (um) representante da APAE;

                                               X – 1 (um) representante da Caixa Econômica Federal.

 

                                               § 1º – Cada entidade ou órgão com representação no Conselho indicará um titular e um suplente.

 

                                               § 2º – O mandato dos conselheiros será de 02 (dois) anos, permitida uma recondução.

 

                                               Art. 6º – Os membros do Conselho farão eleição,  a qual caberá a presidência o que maior número de votos obtiver e o segundo colocado em número de votos será o vice-presidente.

 

                                               Art. 7º – A função de membro do Conselho Gestor do Fundo Municipal de Habitação não será remunerada, sendo considerada de relevante serviço público.

 

                                               Art. 8º – As reuniões somente poderão ser instaladas e iniciadas com a presença de, no mínimo, 05 (cinco) de seus membros e as decisões deverão ser tomadas por maioria absoluta, cabendo ao presidente o voto de qualidade.

 

                                               § 1º – Os assuntos tratados e as deliberações tomadas em cada reunião serão registrados em ata, a qual será lida e aprovada na reunião subseqüente.

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                                               § 2º – A convocação será feita por escrito, com antecedência mínima de 08 (oito) dias para as reuniões ordinárias e de 24 (vinte e quatro) horas para as reuniões extraordinárias”.

 

                                               Art. 2º – Fica inserido na Lei nº 1.159/95 o artigo 9º, com a seguinte redação:

 

“Art. 9º – Esta Lei será implementada em consonância com a Política Nacional de Habitação e com o Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social.”

 

Art. 3º – Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogando-se as disposições em contrário.

 

                                               Turvo(SC), em 05 de Outubro de 2007.

 

        

 

JOSÉ BRINA TAMONTIN

                                               Prefeito Municipal

 

 

 

Publicado e registrado a presente Lei nesta Secretaria na data Supra.

 

 

 

VÂNIO PIETSCH

Secretário de Administração e Finanças